quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

Impermanências


Como adiar o sonho
e amar-te mais tarde
quando o sol for mais brilhante
e o amor esse grito assombroso
de liberdade.

Como adiar o rebentar das ondas
sempre que te estendo os braços
de corpo nu 
pronto a receber o mar 
só para amar... só para amar...

Como adiar o que é infinito
se o meu corpo já sem arte 
sucumbir no tempo
e não tenha conseguido 
amar-te....apenas, amar-te...


(eu)

Fotografia- Alfred Cheney Johnston

sábado, 15 de Novembro de 2014

Duplamente Abençoada


Há precisamente 24 anos, fui duplamente abençoada. 
Fui mãe pela terceira e quarta vez.
....
o aroma ficou mais intenso,
e o jardim mais colorido,
e o sol mais brilhante,
e o nosso sonho mais florido
....
Parabéns , queridas filhotas: Teresa e Beatriz. Que a vida vos seja sempre esse jardim repleto de cores e aromas...onde o sol brilha dia e noite.

Beijinho, com todo o Amor do mundo.




domingo, 9 de Novembro de 2014

Parabéns para Mim



Há cinquenta e seis anos, também era Domingo.
Às três horas e quarenta e oito minutos - hora registada minuciosamente pelo pai- uma criança nascia, num quarto de uma casa , numa rua da cidade de Faro.
Era uma menina. Furaram-lhe as orelhas e chamaram-lhe Cristina.
Era eu.

Estou grata a Deus pela vida. Estou grata à vida por estes anos sem percalços.


Estou grata à minha mãe Celeste, por me ter posto no mundo, por me ter criado e cuidado com zelo.

Estou grata ao meu pai Manuel, por me ter feito sentir o poder do amor durante os 28 anos que estivemos juntos, por me ter mostrado o significado do carácter, da integridade e dos mais altos valores de um ser humano.


Estou-lhes imensamente grata, por me terem indicado caminhos, e, feito de mim, a pessoa que sou hoje.



Estou grata à família que criei: ao meu marido António, que comigo partilha muito mais que a vida, comigo partilha o Ser, há quase trinta e três anos, estou grata à minha filha Ana, estou grata ao meu filho António, estou grata à minha filha Teresa, estou grata à minha filha Beatriz , por todos os dias colorirem e perfumarem o jardim paradisíaco onde caminho, por darem sentido a este percurso, e, por serem a força que impulsiona o meu sorrir.



Estou grata a tudo e a todos, porque tudo e todos, fazem parte da minha existência...



Estou grata a esta menina que habita em mim, que me faz ver o mundo colorido, que acredita que o sol só se esconde para dormir, e que as fadas existem nos bosques...



Parabéns para mim, porque sim, e porque mereço...



(eu)

quarta-feira, 8 de Outubro de 2014

Sem Titulo, mas com o Coração...




Foi neste lugar, que comecei a publicar o que ia escrevinhando, já lá vão uns quantos anos.
Neste lugar conheci amigos que, mesmo na virtualidade me conseguiram encher o coração.
Muitos foram os que chegaram sem avisar, e nem tantos os que saíram. Outros porém, permaneceram à porta, talvez por mau feitio meu.
Apesar do balanço ser positivo, dou comigo a pensar que não consigo; por uma questão de gestão do meu tempo, dar reciprocidade à interação que de uma forma muito carinhosa, recebo sempre que por aqui passo. 
Portanto, se não me virem nos próximos tempos, já sabem que é apenas cansaço, e que o apreço e consideração que tenho por todos continua inabalável.
É com muita gratidão que me dirijo a todos vós, que abrilhantaram os meus escritos durante os últimos anos, incentivando-me a escrevinhar as minhas emoções mais profundas, com o carinho da vossa leitura e da vossa presença.


Mas agora, só por um bocadinho, vou ali ver o que se passa lá fora...

Talvez um dia volte a voar com os pássaros...


(eu)

Imagem- Google



segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

Laços



Este não sei quê, sem nome sem lugar,
esta sensação de não ser vista,
este sentimento que me habita 
de não pertença, 
este não merecimento da terra 
ou da nascença, 
não serão motivo  para que desista.

Talvez não seja terrena a minha fortuna,
na veemência lasciva com que liberto a dor,
tornando fecundo  este pacto de amor...

Liberta estou do que me aprisionava,
sem saber porquê me emaranhava em laços,
que me despiam a carne e me prendiam os braços...


(eu)